conceitos iniciais
Em que consiste a fecundação in vivo?
A fecundação é o processo pelo qual o espermatozoide e o ovócito se unem, possibilitando a formação de um ovo (zigoto) e de um embrião. Esta união ocorre nas trompas de Falópio, assim como as primeiras divisões celulares, chegando o embrião ao útero cerca de 5 dias após a fecundação para a respetiva implantação (nidação). Esta capacidade de o embrião penetrar no endométrio ocorrerá por volta do 7º dia do desenvolvimento embrionário.
vivo vs vitro
Quais são as diferenças entre a fecundação in vivo e fecundação in vitro?
A fecundação in vivo ocorre dentro do corpo da mulher. A fecundação in vitro ocorre fora do corpo da mulher (no laboratório).
O Processo
Como Funciona este Tratamento?
O procedimento consiste na junção de um ovócito a milhares de espermatozoides em ambiente laboratorial controlado, fora do corpo da mulher.
As indicações mais frequentes para utilizar esta técnica são:
- Obstrução ou ausência bilateral das trompas
- Endometriose
- Insucesso dos tratamentos mais simples como a indução da ovulação e a inseminação intrauterina
Após avaliação clínica e laboratorial detalhada, o especialista definirá o protocolo terapêutico ideal para cada tratamento.
O procedimento da FIV inclui as seguintes etapas:
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1ª Fase
Estimulação Ovárica
O tratamento inicia-se com a estimulação dos ovários, promovendo o crescimento dos folículos e o amadurecimento dos ovócitos. A estimulação é realizada com medicamentos hormonais (como FSH e LH), através de injeções subcutâneas no abdómen (que, normalmente, são autoadministradas). O modo de administração, adaptada a cada medicação, é de aprendizagem rápida e fácil, e pode ser demonstrada e explicada pela equipa de enfermagem do Centro. O período de aplicação dura cerca de 8 a 12 dias.
Durante esse tempo são realizadas monitorizações ecográficas regulares para acompanhar o crescimento dos folículos e orientar a dosagem da medicação. Podem ocorrer alguns efeitos secundários, que, todavia, são normalmente temporários e controláveis. Tensão abdominal, alterações de humor ou desconforto no local de injeção são os efeitos mais comuns.
Quando os folículos atingirem o tamanho ideal, é administrada uma injeção para “amadurecer” os ovócitos, preparando-os para a punção folicular. -
2ª fase
Punção Folicular
A punção folicular é realizada sob sedação sendo necessário um jejum de 6 horas. Os ovócitos obtidos são imediatamente transferidos para o laboratório, onde permanecem em cultura até ao próximo passo.
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3ª Fase
Processamento dos espermatozoides
Enquanto os ovócitos são mantidos em condições ótimas de cultura, uma amostra de esperma é preparada, seja ela recolhida no dia da punção ou previamente criopreservada. O objetivo é selecionar os espermatozoides com melhor morfologia e motilidade.
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4ª Fase
Fertilização
Nesta fase, os ovócitos são colocados em meio de cultura em conjunto com os espermatozoides. Nas condições ideais ocorrerá a fecundação do ovócito. O desenvolvimento embrionário é acompanhado diariamente para posterior seleção dos embriões.
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5ª Fase
Transferência de Embriões e/ou Criopreservação
Entre o 2.º e o 5.º dia após a fertilização, um (ou dois) embriões são transferidos para o útero pelo médico especialista. Este procedimento não necessita de sedação: é rápido e indolor.
Se houver embriões excedentários de boa qualidade, eles devem ser criopreservados.
Em determinadas situações, como o risco da síndrome de hiperestimulação ovárica, progesterona elevada no dia da indução da maturação ovocitária ou para a realização do Teste Genético Pré-Implantação, procede-se à criopreservação de todos os embriões, sendo a transferência diferida para ciclos posteriores.
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6ª Fase
Teste de Gravidez
Após a transferência embrionária deverá ser realizada uma análise ao sangue para o doseamento da gonadotrofina coriónica humana (hCG). Este exame faz-se cerca de 12 dias após a transferência embrionária e permite identificar bioquimicamente a gravidez.
Perguntas Frequentes
Esclareça as suas Dúvidas sobre os Tratamentos
Consultar todas as FAQ’SOs tratamentos de fertilidade são seguros?
As gestações resultantes das técnicas de PMA estão sujeitas a complicações semelhantes às observadas na população geral. Múltiplos estudos revelam que o desenvolvimento psico-motor destas crianças é também semelhante ao observado na população geral. No entanto, uma incidência ligeiramente aumentada de malformações congénitas nos recém-nascidos resultantes destas técnicas não pode ser excluída. Assim, é importante continuar a avaliação, imediata, a médio e a longo prazo, das crianças nascidas.
Qual o tratamento mais adequado?
O tratamento mais indicado depende de vários fatores, como a idade, história clínica e exames prévios. A melhor forma de saber qual a orientação mais correta é agendar uma consulta para uma avaliação inicial, permitindo à nossa equipa definir um plano ajustado ao seu caso.
Como é realizado o diagnóstico das causas da infertilidade?
O estudo básico do casal infértil compreende, para além da história clínica, o espermograma, ecografia pélvica transvaginal, análises hormonais dos dois elementos do casal e avaliação da permeabilidade tubária. Após esta fase de investigação da causa de infertilidade é delineado um plano de tratamento, adequado e personalizado, podendo ser necessário aprofundar o estudo através de exames genéticos ou outros.
Quais os riscos associados a estes tratamentos?
Atualmente, os riscos mais associados à PMA (como é o caso da Síndrome de hiperestimulação ovárica e gravidez múltipla) são pouco frequentes. Os outros riscos para a mulher são muito raros, nomeadamente os associados à colheita dos ovócitos (como hemorragia ou infeção). Não há evidência de que a estimulação ovárica aumente o risco de menopausa precoce ou de cancro do ovário, mama ou útero.
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